Cavaleiros do Zodiaco cansa como as batalhas

Prometendo resgatar a infância de muita gente, o novo jogo dos Cavaleiros do Zodiaco peca por conta de sua repetição e irrita algumas vezes. Acompanhe essa análise exclusiva!

Amigo Mochileiro, se você nasceu em meados dos anos 80 e estava com a infância a todo vapor entre 94 e 97 sabe muito bem o que Cavaleiros do Zodíaco significa para sua jovem história até aqui. Esse épico desenho japonês, exibido pela Manchete no período citado marcou bastante.

Do fim do ano pra cá tivemos a notícia que o Playstation 3 ganharia um jogo especial dos Cavaleiros, apostando na fama que o desenho fez em todo o mundo. Tal game seria bem diferente do já existente, que colocava um oponente contra o outro, no melhor estilo Street Fighter.

Cavaleiros do Zodíaco: Batalha do Santuário é um jogo hack’n’slash. Pra quem não está familiarizado com o termo, lembre de God of War e a ótima série Batman, onde, basicamente, a frenética “apertancia” de botões garante o progresso da história, liquidando os inimigos.

Como o nome diz, o game se passa apenas na sensacional temporada das 12 Casas, onde os bravos cavaleiros de bronze precisam enfrentar os cavaleiros de ouro, até chegar ao Grande Mestre e vencê-lo para (pra variar) salvar a Saori, Deusa Atena.

Bate bate e cansa

Voltando ao jogo em si, Batalha do Santuário tem um detalhe complicado: a pancadaria frequente e o mesmo jeito de jogar cansam – e bastante. A jogabilidade se resume em bater nos capangas, soltar alguns especiais, recuperar o cosmo e seguir adiante.

Sempre que você vai para a próxima casa do zodíaco, é preciso passar pelas escadarias recheadas de inimigos. A grande concentração de capangas chega a irritar as vezes, obrigando que você use os poderes com frequência para “abrir caminho” e seguir para a entrada da casa.

Ao topar com o chefe, a situação complica. Os cavaleiros de ouro, assim como no desenho, são bem mais fortes e costumam apelar bastante para deixar o jogo um pouco mais irritante. Nesse ponto, vai a primeira dica pra você que quer jogar CdZ: corra em círculos, espere um ataque, desvie e solte o seu especial. É batata.

Um pequeno vacilo e você é fortemente atingido, derrubando a barra de energia. O chato aí é um possível “bug” do jogo, onde seu cavaleiro, por vezes, fica caído no chão durante alguns segundos. O adversário dispara vários golpes enquanto isso e você simplesmente não consegue levantar sem levar mais dano. É bem irritante.

E assim você vai seguindo durante a história, que por sinal é muito bem retratada dos desenhos. É bem bacana ver, em formato de videogame, trechos importantes da série das 12 Casas. Pena que a jogabilidade complique um pouco.

Aqui vale uma crítica. Ao chegar na porta de cada casa, você enfrenta um sub-chefe. Só que aí a Bandai pirou, colocando cavaleiros totalmente fora do contexto. Antes da casa de Gêmeos, por exemplo, Shun enfrenta Misty, aquele cavaleiro de prata meio afeminado que Seiya enfrentou numa praia. Na sequência temos diversos cavaleiros negros, como o Lagarto Negro (Misty negro) e Águia e Cobra Negras (Marin e Shina, respectivamente), que nem existem.

Ao final de cada fase (sim, cada casa é considerada uma), você é levado ao painel de resultados. A cada progresso, você recebe uma nota mediante sua pontuação, o tempo que levou para concluir a fase e também se usou continues. Essa nota influi diretamente nos pontos de experiência que você vai receber, bem como os pontos para distribuir para melhorar as habilidades, vida, cosmos e também os golpes dos cavaleiros.

Gráficos bacaninhas

Enquanto a jogatina incomoda, estressa e cansa, graficamente o jogo dos Cavaleiros do Zodíaco agrada. Não é nenhum primor, mas cenários meio que em 3D dão uma sensação legal enquanto você passa pelas escadarias batendo nos inimigos.

Os personagens são bem retratados e até os danos nas armaduras foram fielmente representados durante o desenrolar da história.

Uma das coisas bacanas de se mencionar são as animações especiais no Big Bang. Após uma série de golpes, você recebe um bonus, retratado por uma luz azul piscante no topo direito da tela. Ao acertar o Big Bang segurando o botão de cosmos, a animação entra em cena, como um golpe superespecial.

É possível, nessa hora, ver, por exemplo, Hyoga em seu ritual de gestos para lançar o Trovão Aurora (quem não lembra, veja aqui) ou o Seiya preparando seu famoso Meteoro de Pegasus. Esses golpes animados tiram um grande dano do cavaleiro de ouro, ajudando bastante na luta.

Repetição além da história

Você pode estar se perguntando: “e se eu zerar as 12 Casas, como fica?”.

Pois é, existe uma alternativa – o modo Missão – onde você praticamente faz o mesmo da história, só que pode escolher com qual cavaleiro jogar. Entra aí algo bacana, pois os cavaleiros de ouro passam a ser selecionáveis para esse modo.

O modo missão está liberado para jogar sozinho ou com um companheiro, em modo cooperativo, trazendo uma diversão extra para os percursos que precisam ser cumpridos.

A diferença para a história é que os trechos são bem mais longos, passando por diversas casas e têm dificuldades variadas.

Vale para fã

Amigos Mochileiros, se vocês perguntasse para mim como jogador de PS3 se valeria a pena gastar 150-170 reais em Cavaleiros do Zodíaco: Batalha do Santuário, eu fatalmente diria que não. O jogo é cansativo, repetitivo e estressa um pouco por conta de bugs.

Ponto positivo que ainda não mencionei é que o jogo comprado no Brasil vem totalmente legendado em português, inclusive os nomes dos golpes, que foram fielmente traduzidos.

Mas, se você é , acompanhou Cavaleiros quando garoto, vá em frente. Dá uma sensação nostálgica rever as 12 Casas em videogame e relembrar trechos de episódios bacanas (ou não, como essa cena tensa entre Shun e Hyoga após descongelarem o Cisne na casa de Libra).

Com essa emblemática imagem, me despeço. Vou lá terminar minha missão para salvar a Atena.

Abraços!

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