Panini lança a HQ Batman: O Filho do Demônio

O encadernado de luxo, com 78 páginas, formato americano, capa dura e papel pisa brite vem com o selo Panini Books e custa apenas R$ 17,90.

Não é só mais uma HQ do Batman

Quando recebemos da Panini o encadernado Batman: O Filho do Demônio, resolvi deixar toda a minha lista de artigos de lado e priorizar a resenha dessa HQ. Ele impressiona desde o exterior: capa dura de altíssima qualidade, com artes impressionantes que chamam a atenção pelas cores escuras e título metalizado. A capa traseira também impressiona, principalmente ao incluir na descrição as palavras “a mulher que pode estar carregando em seu ventre o filho do Homem-Morcego”. Preciso dizer mais alguma coisa sobre a HQ?

Uma HQ clássica…

Mesmo tendo sido publicada originalmente em 1987 pela DC Comics, a Panini trouxe um material de primeira linha, que começa com uma introdução escrita por ninguém mais que Mark Hamill, mais conhecido como Luke Skywalker. Ele conta sobre o seu primeiro contato com o universo das HQ, sua infância e sua paixão pelo Batman. Essas experiências e a forma como ele descreve a época em que a HQ foi publicada servem como “pano de fundo” perfeito para a leitura.

O time selecionado para produzir a HQ foi composto pelo escritor Mike W. Barr, conhecido principalmente por ter criado a minissérie Camelot 3000, que foi um marco na década de 80. Ele escreveu ainda diversos roteiros em Arqueiro Verde, Lanterna Verde e Star Trek (Jornada nas Estrelas). O artista convidado foi Jerry Bingham, que começou na editora Marvel, com personagens como Homem de Ferro, Capitão América e Mulher-Aranha, passando depois para a DC Comics. Ele recebeu vários prêmios, incluindo o Golden Apple Award de melhor Graphic Marvel com essa mesma HQ. Isso se torna óbvio em cada quadrinho, uma vez que a qualidade do traço e os cenários bem trabalhados são constantes nas 78 páginas da HQ.

… com uma estória clássica

O roteiro centraliza-se no relacionamento entre três pessoas chave: Batman, Ra’s Al Ghul e sua filha Tália. Há um personagem “coadjuvante”, Qayn (lê-se Caim mesmo), que fará com que o Homem-Morcego desenvolva sentimentos de vingança nem sempre latentes ou abordado pelos escritores. Há partes que retratam princípios que, infelizmente, não são tão comuns hoje em dia, como quando Batman e Tália se dirigem para seus aposentos e ele pergunta meio que se o pai dela não esperava algum tipo de cerimônia antes que eles passassem aquela noite juntos (ou seja, tem que casar primeiro!). O Morcego ainda demonstra sentimento de felicidade um tanto quanto incomuns, e é possível vê-lo no papel de marido, sogro, filho e pai.

Os diálogos são diretos e abusam de uma linguagem mais séria do que a dos HQ atuais. Isso não é um ponto negativo, pelo contrário, faz todo o sentido com o ambiente definido pelo time criativo, e ilustrado por um desenho mais clássico, igual ao encontrado nas primeiras séries do Batman.

Tudo isso faz dessa HQ um verdadeiro clássico, que deve ser apreciado pelos fãs do Homem-Morcego e por aqueles que procuram por um encadernado com padrão de colecionador. A Panini está de parabéns por trazer mais um volume excelente!

Nota do Mochileiro Digital: 5,0 / 5,0 (Super Recomendado)

Tags:

Deixe uma Resposta

  • (não será publicado)

XHTML: Você pode usar estas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

© 2017 Mochileiro Digital.

Compartilhe: