Homem-Aranha: Nosso review do novo filme

A Sony faz um reboot da trilogia do Homem-aranha e lança um filme com elenco e roteiro novos. Saiba o que o Mochileiro Digital achou disso.

O Espetacular Homem-aranha. Ou não?

Como um fã de super-heróis dos quadrinhos, não poderia deixar de escrever um review a respeito do mais novo filme do herói “mais querido pela vizinhança”, sim, nada mais na menos do que o Homem-Aranha.

homem-aranha

Depois de uma trilogia um tanto quanto conturbada, cheia de altos e baixos, a Sony resolveu dar um reboot na série do Aracnídeo. Com atores novos, uma trama que não tem nada a ver com a anterior e algumas correções (ou tentativas pelo menos) de corrigir erros graves da primeira série, o filme vem com a missão difícil de recriar esse universo, que já foi confirmado pela própria Sony que terá também três filmes.

O começo do filme começa um tanto quanto conturbado, explorando um tema considerado como irrelevante até nos quadrinhos, que é a estória dos pais do Peter Parker. Na verdade, esse tema serve para criar uma ponte entre a infância do menino, o porquê dele ir morar com a Tia May e o Tio Ben e também serve como fator motivador para Peter conseguir seus poderes. Sinceramente, eu gostei muito dessa temática, porque é apresentada de maneira direta, sem complicações e cria uma base sólida para o filme (e pra quem ficar depois dos créditos, até para os próximos filmes da trilogia).

Falando dos adorados tios Ben e May, a Sony acertou a mão trazendo os atores Martin Sheen e Sally Field, que colocam um peso necessário para a formação do caráter do futuro Homem-Aranha e imagino que até para o ator “na vida real”. Desconhecido pelo público, Andrew Garfield traz uma nova interpretação para o nerd, dessa vez não tão nerd: ele ainda é extremamente tímido, mas anda de skate e já demonstra uma “pinta” de bom menino, apanhando do valentão Flash na defesa dos mais fracos. A inteligência ainda é um ponto forte de Peter, mas dessa vez corroborada pela mente brilhante do pai, de acordo com o início e confirmada durante o filme. Na verdade a ideia de Sony foi modernizar o personagem, trazê-lo mais próximo do público jovem de hoje, e não focar tanto na jovialidade, na descoberta da puberdade, nas dificuldades de ser nerd, que foram o foco na estória original dos quadrinhos. Sim, eu também sou daqueles que compara tudo com os quadrinhos, mas dentro dos meus limites de tolerância para esse tipo de mudança, achei que não estraga o personagem, que ainda mantém a sua essência, mas de uma forma mais atual (isso inclui a forma como ele cria o uniforme e até como ele adquire os seus poderes, por exemplo).

A jovem Gwen Stacey, interpretada por Emma Stone, dá um outro ar para o romance entre os dois, e sinceramente, até mais jovial, uma vez que os atores da trilogia original já pareciam ser mais velhos que os personagens deveriam ser. O romance acontece logo no início, mas bem sutil, e vai crescendo conforme a estória vai evoluindo. Uma cena cômica é os dois tentando marcar um primeiro encontro, onde o diálogo é típico dos jovens de hoje, com sua maneira própria de se expressar (ou não) graças à internet!

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O vilão, interpretado pelo ator Rhys Ifans, foi também uma grande “sacada” da Sony. Ao invés de bater na mesma tecla do Duende Verde (adorei vê-lo na trilogia anterior), ela traz alguém mais humano, mas ao mesmo tempo deixa dúvidas quanto às intenções reais e até quanto a influência dele na vida dos pais de Peter.

O filme segue um ritmo muito bom, não é corrido, e deixa claro aonde quer chegar. O Homem-Aranha vai crescendo durante o filme e passa por experiências que o ajudam a entender a sua responsabilidade como herói, e a vingança vai dando lugar a um sentimento mais nobre. Até o humor vai evoluindo com o filme, e quem sabe lá para o terceiro, ele já vai estar mais parecido com o piadista dos quadrinhos!

As cenas de ação são impressionantes, tanto no lado visual quanto nas características físicas do herói: ele se move, ataca, pula e se esquiva literalmente como uma aranha. A teia, dessa vez criada artificialmente e não mais sendo lançadas do próprio corpo do herói, dão um ar novo às lutas. Elas se tornam realmente úteis e são utilizadas naturalmente pelo herói.

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O filme desenvolve também um sentimento bom em quem assiste, uma vontade de ser uma pessoa melhor, porque mostra a influência do herói na vida de algumas pessoas, e a forma como elas retribuem isso quando Peter mais precisa. Há um senso de moral muito grande no filme, que é concluído pelas palavras finais deixadas pelo Tio Ben ao herói.

Com tudo isso, confesso que gostei do reboot. Claro que eu gostaria de ver a origem contada “ao pé da letra” dos quadrinhos, e talvez fizesse uma ou outra coisa de maneira diferente, mas saí da sessão certo de que assistirei ao próximo. Para os fãs de quadrinho como eu, não se preocupem, o filme não distorce a estória como X-men ou o primeiro Hulk, e acredito que vai agradar mesmo os fãs mais “radicais” do herói Aracnídeo.

Nota Mochileiro: 4.0 Mochilas (de 5.0 possíveis).

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